Cinema, floresta e Itinerâncias

Durante vários meses viajamos pelas estradas e rios amazônicos, levando o cinema a lugares onde ele normalmente não chega.

Exibimos nosso documentário "Mamazônia" para as populações ribeirinhas, seringais, aldeias indígenas, praças, escolas e universidades.

Este trabalho gerou dois projetos: O documentário Cine em Transe ( em fase de edição) e a proposta para edição do livro Cinema, floresta e itinerâncias, contando a nossa experiência com o cinema na região. O livro trás também textos e entrevistas com moradores amazônicos, cientistas e pesquisadores, jornalistas e artistas.

ALDEIA DAS ARTES
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Cinema ambulante na Amazônia é animado e para quem acha que a tela é mais que um espaço fechado. É trabalho e conexão com os moradores da floresta e com todo mundo que batalha para sobreviver e preservar a região. É denuncia contra a destruição. É busca de alternativas, através da oportunidade das pessoas se verem, refletirem e manifestarem sobre sua própria história, através do cinema. Exibição e registro. Projetor e câmera trabalhando ao mesmo tempo a história e o presente, com o olhar no futuro.


“Percorrer quase vinte anos depois, as mesmas estradas por onde passamos e constatar o grau de destruição da floresta e de seus povos tradicionais nos deixou arrasados. Nos fez sentir absolutamente fracassados no nosso antigo ideal de fazer alguma coisa pela floresta. Mas decidimos encarar e registrar o “antes e o depois”.


Pelas trilhas, estradas e caminhos, encontramos também sobreviventes amazônicos; homens e mulheres que nos dão um nó com a sua sabedoria, seu sentir e seu pensar elaborado como lianas, nos entrelaçando na teia da floresta e nos revelando um pequeno fragmento da dimensão espiritual deste imenso laboratório produtor de vida.